Nova faixa de isenção do IR em 2026: o que muda na sua folha de pagamento e como se preparar

Em novembro de 2025, o governo federal sancionou uma das maiores mudanças no Imposto de Renda de Pessoa Física dos últimos anos.

A partir de janeiro de 2026, quem ganha até R$ 5.000 por mês estará isento de IR, e quem recebe entre R$ 5.000 e R$ 7.350 terá desconto progressivo no imposto. Parece bom demais para ser verdade? Não é. Mas como toda mudança tributária, há muito mais por trás dos números do que aparece à primeira vista.

Se você é empresário, gestor de RH ou profissional autônomo, precisa entender exatamente o que isso significa para sua empresa, sua folha de pagamento e seus colaboradores. E, principalmente, precisa saber o que fazer agora para não ser pego de surpresa em janeiro.

O que realmente mudou (e por quê)

O Projeto de Lei 1.087/2025 ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda de aproximadamente R$ 2.800 para R$ 5.000 mensais. Na prática, isso significa que 15 milhões de brasileiros serão impactados – sendo 10 milhões com isenção total e 5 milhões com redução no valor do imposto.

Mas há um detalhe importante: o governo não está simplesmente abrindo mão dessa arrecadação. Para compensar, foi instituída uma tributação mínima sobre rendas mais elevadas, com alíquota progressiva que pode chegar a 10% sobre rendimentos totais de quem ultrapassa determinados patamares de renda anual.

Traduzindo: quem ganha menos paga menos (ou nada), quem ganha mais paga mais. É uma redistribuição da carga tributária.

Como funciona na prática: exemplos reais

Vamos tornar isso concreto com situações do dia a dia:

Situação 1: Seu colaborador ganha R$ 4.500/mês

Antes (2025): Pagava IR retido na fonte
Agora (2026): Isenção total. Zero de IR descontado no contracheque.

Impacto: Esse colaborador terá mais dinheiro no bolso todo mês. Para a empresa, significa ajustar o sistema de folha para não reter mais IR dessa pessoa.

Situação 2: Seu colaborador ganha R$ 6.000/mês

Antes (2025): Pagava IR pela tabela progressiva normal
Agora (2026): Entra na faixa de desconto progressivo. Pagará menos IR que antes, mas não terá isenção total.

Impacto: O cálculo do desconto precisa ser ajustado no sistema de folha. É aqui que mora o perigo: se o cálculo estiver errado, você terá problemas com a Receita Federal.

Situação 3: Seu colaborador ganha R$ 15.000/mês

Antes (2025): Pagava IR pela tabela progressiva normal
Agora (2026): Mantém as regras atuais, mas pode estar sujeito à nova tributação mínima sobre rendas elevadas.

Impacto: Dependendo da renda anual total, pode haver incidência de alíquota adicional de até 10%.

O que NÃO muda (e isso é importante)

Nem tudo entra nessa conta. Continuam fora da mudança:

  • Ganhos de capital (venda de imóveis, ações etc.)
  • Heranças e doações
  • Rendimentos recebidos acumuladamente
  • Aplicações isentas e poupança
  • Aposentadorias por doença grave
  • Indenizações trabalhistas

Isso significa que, mesmo que seu colaborador esteja na faixa de isenção mensal, ele ainda pode ter IR a pagar na declaração anual se tiver outros tipos de rendimento.

O que as empresas precisam fazer AGORA

Aqui está o ponto crítico: a lei entra em vigor em janeiro de 2026. Isso significa que você tem apenas dezembro para se preparar. E “se preparar” não é pouca coisa:

1. Revisar seu sistema de folha de pagamento

Seu software de folha precisa estar atualizado com as novas regras. Se você usa sistema próprio ou terceirizado, confirme com o fornecedor se a atualização já está disponível e quando será implementada.

2. Mapear os colaboradores impactados

Levante quantos colaboradores estão em cada faixa:

  • Até R$ 5.000 (isenção total)
  • Entre R$ 5.000 e R$ 7.350 (desconto progressivo)
  • Acima de R$ 7.350 (possível tributação adicional)

Isso vai te dar clareza sobre o impacto financeiro e operacional da mudança.

3. Ajustar processos de retenção na fonte

A retenção de IR na fonte precisa ser recalculada para todos os colaboradores nas faixas impactadas. Erro aqui significa recolhimento incorreto, multas e dor de cabeça com a Receita Federal.

4. Atualizar contratos e documentação

Se você tem contratos de prestação de serviços com retenção de IR, eles precisam ser revistos. O que estava acordado em 2025 pode não fazer mais sentido em 2026.

5. Preparar a comunicação interna

Seus colaboradores vão perceber a diferença no contracheque de janeiro. É melhor que eles entendam o que mudou antes de começarem a fazer perguntas. Uma comunicação clara evita confusão e demonstra que a empresa está no controle.

O risco de não se preparar adequadamente

Deixar para última hora ou fazer ajustes incorretos pode gerar:

Recolhimento a menor ou a maior de IR – problemas com a Receita Federal
Inconsistências na DIRF – declaração de rendimentos pagos
Erros nos informes de rendimentos – prejudica seus colaboradores na hora da declaração
Multas e juros por inconsistências fiscais
Perda de credibilidade com seus colaboradores

Por que isso vai além de “apenas ajustar a folha”

Muitos empresários olham para essa mudança e pensam: “Ok, é só atualizar o sistema e pronto”. Não é bem assim.

Essa alteração na tributação da pessoa física tem impactos estratégicos que vão além do operacional:

1. Planejamento de custos trabalhistas
A mudança afeta a percepção de remuneração líquida dos colaboradores. Um salário de R$ 5.000 em 2026 vale mais no bolso do que em 2025.

2. Retenção de talentos
Colaboradores que antes viam uma boa parte do salário ir para o IR agora terão mais dinheiro disponível. Isso pode influenciar negociações salariais.

3. Competitividade no mercado
Empresas que comunicam bem essa mudança e demonstram que estão preparadas transmitem profissionalismo e cuidado com seus times.

4. Compliance tributário
A Receita Federal está cada vez mais rigorosa com cruzamento de dados. Erros na folha de pagamento são facilmente detectados.

O papel da certificação digital nesse processo

A matéria original menciona algo importante: a certificação digital ganha ainda mais relevância nesse cenário de mudanças tributárias.

Por quê? Porque toda a comunicação com a Receita Federal – envio de obrigações acessórias, declarações, informes – exige autenticação digital. Ter certificados digitais atualizados e bem gerenciados não é mais um diferencial, é requisito básico para operar com segurança e conformidade.

Como a Innove está preparada para te apoiar

Nossa equipe já está completamente atualizada sobre as novas regras do IR 2026. Mais do que isso: já estamos trabalhando proativamente com nossos clientes para garantir que a transição aconteça sem problemas.

O que estamos fazendo:

Análise individualizada de cada cliente para mapear impactos específicos
Ajuste completo nos sistemas e processos de folha de pagamento
Revisão de contratos e acordos de prestação de serviços
Preparação de comunicações para os colaboradores das empresas clientes
Gestão de certificados digitais para garantir conformidade em todos os envios
Suporte completo durante todo o primeiro trimestre de 2026

Não fazemos apenas o operacional. Traduzimos essas mudanças em estratégia para seu negócio.

O que você deve fazer agora

Se você é nosso cliente, já estamos trabalhando nisso. Mas se você ainda não conversou com sua equipe contábil sobre a mudança do IR 2026, este é o momento.

Dezembro é o mês de preparação. Janeiro não perdoa.

Entre em contato com a Innove e agende uma reunião para entendermos juntos:

  • Quantos colaboradores serão impactados na sua empresa
  • Quais ajustes precisam ser feitos na sua folha
  • Como comunicar isso adequadamente para seu time
  • Quais oportunidades estratégicas essa mudança traz para seu negócio

O recado que fica

A nova faixa de isenção do IR é, sim, uma boa notícia para milhões de brasileiros. Mas para empresas e gestores, é mais uma mudança que exige preparação, conhecimento técnico e execução precisa.

Mudanças tributárias não são apenas sobre “cumprir a lei”. São sobre entender o impacto no seu negócio, antecipar problemas e transformar obrigações em oportunidades de demonstrar profissionalismo e cuidado.

A Innove não espera a mudança acontecer. Nós nos antecipamos a ela.

E é exatamente por isso que, desde 2009, nossos clientes dormem tranquilos enquanto o cenário tributário brasileiro segue em constante transformação.

Precisa de ajuda para preparar sua empresa para o IR 2026? Fale com a Innove.

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